Gerenciamento de Riscos

Como empresa listada no Novo Mercado da Bolsa de valores, a Camil possui altos níveis de Governança Corporativa e preza por ética e transparência, assim como o pleno atendimento às legislações e regulamentações cabíveis.

Visando garantir a manutenção dos princípios éticos da companhia e o respeito às exigências legais, a Companhia é dotada de um Conselho de Administração composto por membros independentes, Conselho Fiscal, Comitês de Gestão nas áreas de Finanças, Ética, Auditoria interna e DHO (Desenvolvimento Humano Organizacional), além da Auditoria Externa, que complementa o rol de ações mantenedoras das boas práticas e idoneidade de governança.

A área de Gestão de Riscos tem como pilares a mensuração e acompanhamento da probabilidade de ocorrência, prevenção, mitigação e tratamento de fatores internos e externos que podem impactar o alcance dos objetivos da Companhia e a oportunidade de alavancagem dos resultados que garantam a execução da estratégia.

Em 10 de janeiro de 2019 o Conselho de Administração da Companhia aprovou a Política de Gestão de Riscos da Companhia. Sua formalização visa estabelecer e ratificar os princípios e conceitos, as diretrizes e responsabilidades a serem observados no processo de Gestão de Riscos da Camil Alimentos S.A. e suas coligadas e/ou controladas. Além disso, este instrumento normativo, é uma demonstração da importância que a Companhia dá para a mensuração e acompanhamento da probabilidade de ocorrência, prevenção, mitigação e tratamento de fatores internos e externos que podem impactar o alcance dos nossos objetivos, assim como a oportunidade de alavancarmos os resultados garantindo a execução da estratégia da Camil.

As premissas para Gerenciamento de Riscos baseiam-se nas diretrizes do COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) ERM e para garantir o seu cumprimento a Camil se vale de sua estrutura de Governança Corporativa que envolve as divisões de negócios, os gestores responsáveis pelas áreas, os colaboradores, os comitês locais e os administradores.

Em concordância com nosso Formulário de Referência, tratamos dos principais grupos de Risco, a citar: Risco Estratégico, Operacional, Regulatório, Risco de Mercado, Liquidez, Crédito, Imagem, Socioambiental e Cibernético, que englobam, em sua totalidade, os riscos observados pela Camil.

Riscos relacionados à Companhia

A Companhia poderá não ser capaz de implementar com sucesso sua estratégia de expansão por meio de crescimento orgânico e aquisições estratégicas, o que poderá afetar adversamente seus resultados e o valor das ações de sua emissão; portanto, estamos expostos a uma série de fatores de riscos, os quais não se limitam a: alterações de custos não previstas, oposição de credores e acionistas, integração de empresas, linhas de negócios, culturas diferentes, novas marcas, além das integrações de produtos, vendedores, matérias primas, fornecedores e clientes.

Estão sob a observância da Camil no processo de Gestão de Riscos:

  • A Proteção e fortalecimento da identidade, credibilidade e reputação das nossas marcas;
  • A Manutenção da sua estratégia de endividamento com observação das restrições contratuais especificada; capacidade financeira para honrar com as obrigações constantes em empréstimos, financiamentos, títulos e valores mobiliários; assim como, a necessidade de incorrer em dívidas adicionais para execução da estratégia de expansão dos negócios.
  • A possibilidade de Interrupção da operação das plantas industriais próprias ou de terceiros que garantem o processamento, beneficiamento e empacotamento dos produtos em virtude de, mas não se limitando a: desastres naturais, acidentes industriais, interrupções na logística, segurança da informação, fornecimento de energia elétrica, exigência de licenças especificas ou quaisquer outros fatores regulatórios, greves e paralisações.
  • A Capacidade de retenção de membros da Alta Administração e demais colaboradores com experiência sólida e know-how, assim como a atração de profissionais qualificados que podem afetar significativamente sua performance operacional e financeira.
  • A Exposição ao risco regulatório decorrente de ações cíveis, tributárias, trabalhistas, fiscais e demais regulamentações do setor em que empresa atua.
  • A Exposição à Riscos sanitários relativos ao setor de alimentos que podem prejudicar as vendas dos produtos da Companhia, incluindo riscos causados por contaminação, adulteração ou deterioração de alimentos.
  • A possibilidade de Interrupção ou falha no funcionamento de sistemas informatizados, infraestrutura, redes e/ou dispositivos com a finalidade de violar a segurança de dados, roubar, alterar, destruir ou hackear o sistema da Companhia.
  • A possibilidade de ocorrência de eventos não cobertos pelas apólices de seguro contratadas pela Companhia ou que excedam os limites de indenizações contratados.
  • A Impossibilidade de pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio aos titulares de ações de sua emissão, decorrente de situação financeira adversa ou às restrições contratuais porventura existentes em contratos financeiros;
  • A Possibilidade de diluição da participação de seus acionistas no capital social da Companhia por meio de emissão de ações ou outros valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações devido a necessidade de captar recursos adicionais.
  • A Divergência de interesse entre os dos acionistas controladores da Companhia e os demais acionistas;
  • A Exposição à volatilidade e falta de liquidez do mercado de capitais brasileiro que podem limitar a capacidade dos acionistas de negociar suas ações ao preço e momento desejados.
  • A Dependência da performance dos negócios e consequente situação financeira e resultado operacional das controladas que, por sua vez, estão sujeitas às condições econômicas, políticas e sociais nos países que atuam.
  • A Dependência de fornecedor de açúcar e escassez de oferta de açúcar podem prejudicar os negócios da Companhia;
  • A Ocorrência de flutuação nos preços de matérias primas e demais eventos relacionados a insumos;
  • A relevância da participação de grandes redes varejistas na composição da receita, que, uma vez aumentada, pode significar maior pressão na redução das margens da Companhia.
  • A perda de clientes chave ou a sua incapacidade de cumprimento da contraparte nas operações de venda a crédito podem ter impacto relevante sobre o fluxo de caixa, resultado operacional e financeiro da companhia.
  • A Possibilidade de aumento da concorrência no setor de alimentos que é altamente competitivo e fragmentado.
  • Às interrupções dos transportes e serviços de logística, ou investimentos insuficientes em infraestrutura pública.
  • A possibilidade de suspensão, cancelamento ou a não renovação dos benefícios fiscais de que a Companhia é titular afetando negativamente sua lucratividade e liquidez;

    Os riscos aqui expostos não são exaustivos; para mais informações clique aqui e acesse o nosso Formulário de Referência.

Riscos de Mercado

A Companhia está exposta a riscos de mercado decorrentes das suas atividades e de seus negócios, conforme descritos em nosso formulário de referência. Esses riscos envolvem alterações na taxa de juros, índices de inadimplência no crédito, assim como flutuações na taxa de câmbio, que podem afetar adversamente o valor dos passivos financeiros ou o fluxo de caixa futuro, bem como os resultados da Companhia:

  • Risco de preços dos insumos e dos produtos acabados;
  • Risco de compra de açúcar;
  • Risco de inflação;
  • Risco de taxa de juros;
  • Risco de taxa de câmbio;
  • Risco de Crédito;
  • Risco de Liquidez.
Riscos relacionados a Fatores Macroeconômicos
  • O governo federal exerceu e continua a exercer influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e política brasileira, podem ter um efeito adverso sobre a Companhia;
  • Instabilidade política tem afetado adversamente a economia brasileira, os negócios da Companhia e os resultados de suas operações, podendo afetar também o preço de negociação de suas ações;
  • Esforços governamentais podem impactar as taxas de juros e a inflação, influenciando assim o crescimento da economia brasileira e as atividades da Companhia;
  • A instabilidade cambial pode prejudicar a economia brasileira e, consequentemente, a Companhia;
  • Qualquer outro rebaixamento na classificação de crédito do Brasil pode afetar adversamente o preço de negociação dos valores mobiliários de emissão da Companhia;
  • Riscos relacionados à situação da economia global poderão afetar a percepção do risco em outros países, especialmente nos mercados emergentes, o que poderá afetar negativamente a economia brasileira, inclusive por meio de oscilações nos mercados de valores mobiliários;
  • A volatilidade e a falta de liquidez do mercado brasileiro de valores mobiliários, principalmente no segmento de listagem da Companhia poderão limitar substancialmente a capacidade dos titulares das ações de emissão da Companhia de vendê-las pelo preço e/ou na ocasião que desejarem.

Atualizado em 26/06/2019 às 05:02

voltar

topo